
Fé no Clima no CEAT
A Iniciativa Fé no Clima marcou presença na atividade “Aulas para mudar o mundo 2021” realizada pelo Centro Educacional Anísio Teixeira – CEAT. O evento, que teve como tema “Do saneamento básico às mudanças climáticas, a luta pelo Meio Ambiente de cada um”, foi também uma ação em apoio às Greves pelo Clima, organizadas pelo movimento internacional Fridays For Future.
Na roda de diálogo, além de Sharah Luciano, que representou o Fé no Clima, estavam também: Vitória Alentejano, ex-Aluna do CEAT e estudante do curso de Relações Internacionais, Marina Aguião, ativista do Fridays For Future, Wellington Santos, músico e motorista de aplicativo nos EUA e Alexandre Pessoa, pesquisador e professor da EPSJV-FIOCRUZ.
Os debatedores trouxeram perspectivas no âmbito comunitário, nacional e internacional sobre as mudanças climáticas e sobre possíveis caminhos de ação. Numa conversa bastante dinâmica, foi abordado a necessidade de que as ações de enfrentamento à crise climática sejam coletivas, envolvendo diferentes grupos sociais. Além disso, os convidados expuseram que as lentes de análise sobre o tema precisam manter uma perspectiva crítica. Principalmente, quando se analisa as desigualdades de responsabilização entre o norte e o sul global.
Marina Aguião iniciou a fala, apresentando o histórico do movimento Fridays For Future e sua atuação aqui no Brasil.
Vitória Alentejano foi a segunda a partilhar e começou falando da Greve pelo Clima, e sobre a importância de seu tema neste ano: “Descolonizar o Sistema”. Vitória falou do último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) e apresentou dados relativos à emissão desproporcional de CO² pelos países e à variação de temperatura nos últimos dois mil anos.
Em seguida foi a vez de Sharah Luciano, que apresentou o Fé no Clima, e falou sobre o histórico de atuação do ISER com a pauta climática e suas conexões com a fé.
Wellington falou sobre a sua experiência, enquanto imigrante, num dos países que possui maior responsabilidade pela crise climática, sendo o maior emissor de CO², o Estados Unidas da América. Wellington ressaltou que precisamos nos comunicar melhor com as pessoas sobre as mudanças climáticas, aproximando o tema do dia-a-dia.
Por último, Alexandre Pessoa, frisou a gravidade da crise hídrica, que já estamos enfrentando, porém que será cada vez mais acentuada. Também falou sobre a importância do acesso à saneamento básico.








Essa foi a síntese das mensagens que quatro jovens ativistas climáticos apresentaram durante suas falas na live “Que climão! O que os jovens e suas espiritualidades nos ensinam sobre a crise climática”. Esse, que foi o primeiro de uma série de três lives que o ISER está promovendo em comemoração aos seus 51 anos, trouxe para o diálogo os jovens de diferentes espiritualidades para falarem sobre a relação entre fé, juventudes e espiritualidades. Sob a mediação de Karina Penha, bióloga, ativista climática e também membro da equipe do Fé no Clima, Amanda Costa, Rayana Burgos, Txai Suruí e Paulo Ricardo foram os convidados do encontro.


Hoje, dia 12 de Agosto, é o Dia Internacional da Juventude, e a iniciativa Fé no Clima tem acompanhado o interesse e a atuação de jovens de fé no debate sobre as mudanças climáticas. Nesta data, chamamos a atenção para o artigo “Juventude e meio ambiente – Dossiê Brasil”, publicado em inglês pela Youth Press Agency (YPA) e produzido por 3 jovens brasileiros.


Hoje foi divulgado o 6º Relatório de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) com as contribuições de 801 pesquisadores do mundo inteiro para o combate às mudanças climáticas. Uma das conclusões do documento é que a ação humana é responsável pela maior parte do aquecimento global observado neste último século.
